Ler é viajar… e o livro é o amigo que nunca nos abandona.
Sandra Cardoso
Sandra Cardoso
Ao aproximar-se da fortaleza, Robinson viu o índio completamente nu a
brincar com o cão. Ficou zangado com a falta de pudor ele e o cão. Depois de o ter obrigado a vestir novamente as calças, demasiado grandes, arrastou-o até ao Evasão.
Robinson viu desaparecer no porão, com um latido de medo.
Tinha a mão cheia de uma serradura vermelha, que o vento espalhou (p. 51).
Robinson interrogara-se durante muito tempo sobre o nome que deveria dar ao índio. Não queria dar-lhe um nome cristão enquanto não estivesse baptizado. Resolveu, finalmente, dar-lhe o nome do dia em que o acolhera. Foi assim que o segundo habitante da ilha passou a chamar-se Sexta-Feira.
Passados alguns meses, Sexta-Feira aprendera inglês suficiente para compreender as ordens do amo. Também sabia desbravar o terreno, lavrar, semear, transplantar, sachar, ceifar, colher, bater, moer, amassar e cozer pão. Sabia fazer uma omeleta, coser as roupas de Robinson e engraxar as botas.
À noite, vestia uma libré de lacaio e servia o jantar ao governador (p . 52).
Sexta-Feira aprendera a ser soldado nas ocasiões em que o amo era general, sacristão quando ele orava, pedreiro quando construía, transportador quando viajava, batedor quando caçava e a abanar o mata-moscas quando ele dormia.
Robinson tinha ainda razão para estar contente. Sabia agora o que fazer com o ouro e as moedas que salvara dos destroços do Virgínia. Pagava a Sexta-Feira. Meio soberano por mês (p. 52).
Fizera uma cama de rede que prendera entre duas árvores e onde passava todo o tempo livre.
Sexta-Feira soubera despertar a benevolência em várias boas ideias.
Sexta-Feira teve a ideia de aproveitar a voracidade de uma colónia de grandes formigas vermelhas que descobrira perto de casa.
Todos os restos depositados no meio do formigueiro devorados em menos de nada, e os ossos ficavam imediatamente descarnados e secos.
Sexta-Feira ensinou igualmente a Robinson a servir-se das bolas.
Mostrou depois a Robinson que também podiam servir para capturar cabritos e mesmo aves pernaltas (p. 54).
Por fim, convenceu-o de que, se utilizasse seixos maiores, poderia servir-se das bolas como de uma arma terrível, capaz de arrombar o peito de um homem depois de quase o ter estrangulado.
Ficou-lhe grato por poder aumentar o seu arsenal com esta arma silenciosa, fácil de substituir e, no entanto, mortífera.
Por último, o índio teve a ideia de fabricar para os dois uma piroga semelhante às que existem no seu país. Começou a desbastar, com o machado, o tronco de um pinheiro de grande diâmetro e muito direito. Era um trabalho lento e paciente, que em nada se assemelhava à pressa febril com que Robinson construíra o Evasão.
Robinson, de resto, ainda vexado pelo seu fracasso, não se metia nisso, e contentava-se em ver trabalhar o companheiro. Sexta-Feira começara por fazer lume sob a parte do tronco que queria desbastar (p. 55).
De outra vez, Sexta-Feira desapareceu durante várias horas.
Robinson preparava-se para partir à sua procura quando viu uma coluna de fumo erguer-se por detrás das árvores, do lado da praia.
Não era proibido acender fogueiras na ilha, mas o regulamento exigia que o governador fosse prevenido, com a indicação da hora e local escolhidos. Isso destinava-se a evitar qualquer confusão com as fogueiras rituais dos índios, que podiam voltar a qualquer momento. Se Sexta-Feira se esquecera de prevenir Robinson, era certamente porque o que ia fazer lhe desagradaria (p. 57).
Robinson zangara-se muito com Sexta-Feira por causa da sua crueldade nesta questão do escudo. Um pouco mais tarde, porém, teve ocasião de verificar até que ponto Sexta-Feira podia ser bondoso e dedicado para com um animal que adoptasse.
Robinson, que o observava, sentiu o estômago contrair-se-lhe de nojo, e fugiu para não vomitar. No fundo, porém, admirava os sacrifícios que Sexta-Feira eram: capaz de fazer quando resolvia ajudar um animal (p. 58).
Desde que Sexta-Feira aparecera, Robinson não voltara ao fundo de gruta. Tinha esperança de que, graças ao seu novo companheiro, a vida na ilha, o trabalho e as cerimónias o distrairiam suficientemente para não voltar a sentir necessidade daquela espécie de droga.
Ora uma noite acordou a meio do sono e não conseguiu voltar a adormecer. Lá fora não havia um sopro de vento e as árvores completamente imóveis, pareciam dormir, tal como Sexta-Feira e Tenn, abraçados diante da porta, como era seu habito. Robinson sentiu-se invadido por uma sensação de grande felicidade. Com efeito, como era noite, não havia necessidade de trabalhar, nem de cerimónias, nem de uniformes, nem de governador, nem de general. Era como se fossem férias, em resumo. Robinson gostaria que a noite nunca mais acabasse, que as férias durassem sempre. Mas sabia que o dia ia chegar e com ele, todas as suas preocupações e obrigações. Levantou-se e foi parar a clepsidra, abriu em seguida a porta e passou por cima dos corpos de Sexta-Feira e Tenn, dirigindo-se depois para a gruta, ao fundo da qual, justamente, a noite nunca acabava e o sono durava sempre.
No dia seguinte de manhã, Sexta-Feira ficou muito surpreendido por não encontrar Robinson (p. 59).
Sexta-Feira deixou-o a sacudir-se da lama e dirigiu-se, a dançar, para a floresta (p. 61).
Quando Robinson saiu da gruta, onde permanecera cerca de trinta e seis horas, não ficou muito surpreendido por não encontrar Sexta-Feira. Só Tenn o aguardava fielmente à entrada da casa. Tinha, de resto, um ar preocupado, de quem se sente culpado, o pobre Tenn, e foi ele que levou Robinson, primeiro à plantação de cactos e cactáceas, onde se exibiam as mais belas roupas e todas as jóias do Virgínia, e depois ao arrozal, onde a sementeira de ano secara ao sol.
Foi assim que descobriu, numa pequena clareira, o que devia ser o acampamento secreto de Sexta-Feira (p. 62).
A verdade é que, para não estar sozinho, Sexta-Feira fabricara uma namorada! Por fim, Robinson viu, pendurados perto da rede e à mão de quem nela estivesse deitado, inúmeros objectos, simultaneamente úteis e divertidos, com os quais o índio devia distrair-se durante as sestas (p. 63).
Robinson continuava a fingir que era o governador e general da ilha. Sexta-Feira fingia que trabalhava arduamente para manter a civilização. Só Tenn não fingia que dormia a sesta durante todo o dia.
Sexta-Feira, por seu lado, arranjara um novo passatempo. Descobrira o esconderijo onde Robinson guardava o pequeno barril de tabaco e o comprido cachimbo do capitão Van Deyssel.
Se Robinson desse com ele, certamente o puniria com severidade, porque já quase não tinha tabaco. Fumar era um prazer que Robinson já só muito raramente se permitia, nas grandes ocasiões (p. 64).
Em seguida, corajosamente, vai ao encontro de Robinson. Este está furioso. Quando vê Sexta-Feira, ergue o chicote.
Robinson sente-se levantado no ar, arrastado, e antes de perder os sentidos, ainda teve tempo para ver as enormes rochas do topo da gruta rolarem umas por cima das outras, como se fossem peças de um jogo de construções (p. 65).
Agora, eram ambos livres. Robinson sentia curiosidade sobre o que iria passar-se e compreendia que seria Sexta-Feira quem, daí em diante, conduziria o jogo (p. 67).
Atirava-lhes então flechas com a zarabatana e à noite assava, com Robinson, o produto daquele género de caçada, certamente o método menos trabalhoso que existia (p. 68).
Robinson aprendera a andar apoiado nas mãos, como fazia o companheiro.
Aprendia como se deve viver numa ilha deserta do Pacífico.
Por exemplo, Sexta-Feira, passava muitas horas a fabricar arcos e flechas. Fez primeiro arcos simples (p. 69).
Sexta-Feira ensinava-lhe receitas características das tribos araucânicas, ou outras que, simplesmente, inventava (p. 71).
No entanto, foi a propósito de um cozinhado que Robinson e Sexta-Feira discutiram pela primeira vez. Antigamente – antes da explosão – nunca podia haver discussões entre ambos. Robinson era o amo. Sexta-Feira não podia deixar de obedecer. Robinson podia repreender, ou mesmo bater em Sexta-Feira. Agora, porém, Sexta-Feira era livre. Igual a Robinson. Podiam portanto, zangar-se um com o outro (p. 73).
Sexta-Feira esforçou-se então por construir frases imensas no seu melhor inglês, e Robinson respondia-lhe com as poucas palavras de araucânico que aprendera no tempo em que Sexta-Feira não dizia uma só palavra de inglês (p. 76).
- Estás a ver? – explicou Sexta-Feira – a espingarda é a maneira mais feia de queimar a pólvora. Quando está fechada na câmara da carabina, ela grita e torna-se má. Quando a deixam em liberdade, é bela e silenciosa (p. 77).
Robinson esforça-se por ensinar inglês a Sexta-Feira (p. 79).
Ensinou a Robinson um certo número de gestos com as mãos que poderiam exprimir as coisas mais importantes (p. 83).
Robinson escuta-o com alguma inveja, pois sentia-se excluído da grande que unia Sexta-Feira e a cabrinha (p. 87).
Trabalho elaborado por:
Pedro 8ºC Nº13
Sandra 8ºC Nº18
É um livro que é interessante ler a vida desta personagem, como ela se transforma ao longo dos dias e dos anos. Também é salientado a importância do diálogo entre os filhos e os pais, pois a falta de diálogo, é muitas vezes a razão que leva os filhos a procurarem outros caminhos, que neste caso é a droga. Este livro mostra a realidade dos dias de hoje, o grande problema que a droga é para todos – para a família, para os amigos e para a própria pessoa que comete esse erro.
(Não consigo fazer um resumo porque é um bocadinho dificil, mas deixei um comentário sobre o livro)
Ao ler o jornal semanal “ O Barcelos Popular” de 22 de Novembro de 2007, chamou-me a atenção um artigo escrito pela jornalista Isabel Oliveira, onde é referido que a Câmara Municipal vai ainda durante o ano em curso, fazer grandes investimentos na minha freguesia nos sectores de educação e cultura, contudo não diz o que vai efectivamente fazer.
Devido ao meu interesse e curiosidade nestes sectores, venho por este meio solicitar me informe com pormenor o que realmente vai ser feito e onde vai ser.
Aguardando a melhor atenção a estas minhas palavras e esperando uma breve informação,
Com os melhores cumprimentos,
Atenciosamente,
Sandra Cardoso
As lojas dos produtos chineses têm nomes relacionados com o seu país.
Têm uma grande variedade de produtos, com preços muito baixos que não existe lojas portuguesas que compre a melhores preços, por este motivo, têm muitos mais clientes, os quais chegam a formar filas, pois são tantos artigos que não têm espaço para os clientes andarem à vontade no seu interior, ou seja, não têm condições adequadas ao seu funcionamento, o mesmo acontecendo também dedicado no seu atendimento pois a língua é muito diferente e é difícil o seu relacionamento.
Esta situação já está a ser resolvida, pois já estão a colocar os seus filhos em escolas portuguesas para aprenderem a nossa língua e assim poderão dar melhor atenção aos clientes, obtendo assim um valor de venda superior, assim sendo, estão a conseguir adaptar-se da melhor forma ao nosso país, o que levará a que o comércio das lojas portuguesas ficasse, devido aos baixos preços e diversidade de produtos à venda.
Teremos nós os portugueses, de arranjar solução para este problema, conseguindo produzir mais, apresentar boa qualidade e grande diversidade de produtos a preços também baixos para atrair às nossas lojas um número grande de clientes.