Naufrágio
Estava eu na praia, num dia em que não convidava nada para ir à água, pois o vento soprava forte e a ondulação além de ser muita era enorme.
As ondas batiam na areia com tanta força que até metia medo. Mas eu estava ali, porque simplesmente resolvi ir até à praia, havia pouca gente na praia, pois o tempo não convidava nada.
Eu estava sentada na areia, virada para o mar.
Olhava para o horizonte a imaginar, como seria se eu tivesse num barco e aquelas ondas que batiam com força na praia, batessem com aquela intensidade no casco do barco, que sentiria eu?
Estava eu nesses pensamentos quando avistei um barco não muito longe da praia, onde via pessoas a esbracejar.
Pensei que estavam alegres e fechei o olhar no dito barco. Os movimentos, dos braços das pessoas que lá estavam começaram a ser mais intensos e isso chamou-me a atenção. Pensei que estavam em dificuldades. Mas que podia eu fazer? Olhei para um lado e para o outro, mas não vi nenhum nadador salvador. Que poderia eu fazer?
Nisto veio uma onda enorme, levou o barco pelo ar, barco e pessoas desapareceram.
Liguei para o 112, expliquei o que se passava, disse o local onde estava, e passados 15 minutos apareceu um helicóptero a sobrevoar a zona, conseguiu recuperar as pessoas, mas do barco não tinham sinais.
Soube dias depois que entre os naufrágios, estava uma prima minha de quem eu gostava muito.
A partir desse acontecimento ficamos ainda mais amigas.