Monday, March 9, 2009

Composição de palavras

 

Tipos

 

Explicação

 

 

Exemplos

 

 

Justaposição

 

União de duas ou mais palavras, ligadas por hífen. Não há alteração nas palavras, continua cada uma com o seu acento próprio e ortografia da mesma forma como eram antes da composição.  

 

 

 

médico-cirúrgico;

pára-lamas;

pé-de-cabra;

chapéu-de-chuva;

pau-de-arara;

saca-rolhas;

amor-perfeito; 

 

 

Aglutinação

 

União de duas ou mais palavras que se subordinam a um único acento tónico. Há alteração em uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia.  

 

 

 

Planalto (plano + alto);
aguardente (água + ardente);
fidalgo (filho + de + algo)

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Derivação

 

 

 

Formação

Exemplos

Derivação prefixal

prefixo + palavra primitiva

a + pôr = apor
semi + círculo = semicírculo
tri + ângulo = triângulo
contra + pôr = contrapor
ex + pôr = expor
im + pôr = impor
per + correr = percorrer

Derivação sufixal

palavra primitiva + sufixo

casa + arão = casarão
chuva + oso = chuvoso
calma + mente = calmamente
casa + inha = casinha
casa + eiro = caseiro

Derivação parassintética

prefixo + palavra primitiva + sufixo

a + funil + ar = afunilar
en + gaiola + ar = engaiolar
a + manh(ã) + ecer = amanhecer

Derivação regressiva

A palavra primitiva reduz-se ao formar a palavra derivada

abalar > abalo
errar > erro
cortar > corte
debater > debate
recuar > recuo

Derivação imprópria

Mudança gramatical nas palavras sem alteração da forma

Porto - porto (vinho)
pereira - Pereira
(árvore) (apelido)

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Tuesday, March 3, 2009

Advérbios

 

 

Tempo

Lugar

Modo

hoje; logo; primeiro; ontem; tarde; outrora; amanhã; cedo; dantes; depois; ainda; antigamente; antes; doravante; nunca; então; ora; jamais; agora; sempre; já; enfim; etc.

aqui; antes; dentro; ali; adiante; fora; acolá; atrás; além; lá; detrás; aquém; cá; acima; onde; perto; aí; abaixo; aonde; longe; debaixo; algures; defronte; nenhures; etc.

bem; mal; melhor; pior; assim; aliás; depressa; devagar; como; debalde; sobremodo; sobretudo; sobremaneira; quase; principalmente

Obs.: muitos advérbios de modo formam-se juntando mente à forma feminina do adjectivo

Quantidade

Afirmação

Negação

muito; pouco; mais; menos; demasiado; quanto; quão; tanto; tão; assaz; que (equivale a quão); tudo; nada; todo; bastante; quase

sim; certamente; realmente; decerto; efectivamente; etc.

não; nem; nunca; jamais; etc.

Dúvida

Exclusão

Inclusão

acaso; porventura; possivelmente; provavelmente; quiçá; talvez

apenas; exclusivamente; salvo; senão; somente; simplesmente; só; unicamente

ainda; até; mesmo; inclusivamente; também

Ordem

Designação

Interrogação

depois; primeiramente; ultimamente

eis

onde? como? quando? porque?

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Tuesday, January 6, 2009

As minhas férias de 2007

 

            No dia 10 de Agosto de 2007, depois da reserva feita antecipadamente no Hotel do Mar em Sesimbra partimos na sua direcção.

            A reserva foi feita pela minha irmã Marlene, que já se encontrava no Hotel a passar as suas Luas-de-mel.

            Por esse motivo o valor da reserva foi mais barato. Era a primeira vez que ia para um Hotel de quatro estrelas e por isso a minha vontade de ir era para conhecer o seu funcionamento.

            Saímos por volta das seis da manhã de automóvel e chegados ao destino por volta das onze horas, porque andamos um pouco perdidos, porque não levávamos as novas tecnologias (GPS) e por isso a nossa dificuldade.

            Encontramos a minha irmã e fomos instalar-nos no Hotel. Boa recepção e muito luxo dentro dele para aquilo que normalmente estou habituada.

            Empregados para tudo e um pequeno-almoço que dava para o dia inteiro.

            Percorremos a cidade, andamos na praia bem como zonas próximas, como o Cabo Espichel, Baía de Albufeira, Castelo de Sesimbra, andamos na piscina interior e exterior do Hotel, visitamos os sítios mais bonitos e paisagens as quais nunca mais esquecerei e delas tenho fotografias. Foram quatro dias muito bons que rapidamente se passaram, sem por isso se dar conta.

            No regresso programamos a viagem de forma a passar pelo Santuário de Fátima e regressamos a casa cedo, pois já tinha saudades da minha rica casinha.

            No Santuário de Fátima tivemos um problema, o motor aqueceu devido a falta de água e tivemos que decorrer a mecânicos.

            Depois da sua reparação iniciamos a viagem de regresso a qual correu bem até ao fim.

            Não estando habituada a estar fora de casa tanto tempo, ao chegar a casa exclamei:

- Até que enfim, cheguei!

            E foi assim que passei quatro dias de férias assério, que jamais vou esquecer.

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Tuesday, December 16, 2008

Jogos Olímpicos de 2016 em Portugal

 

         Os Jogos Olímpicos são o maior acontecimento desportivo do mundo.  Este acontecimento traz povos de todo o mundo para um país. Durante esse tempo, gente de todas as raças e praticamente todos os povos vivem em paz e numa salutar competição.

         Esse acontecimento organizado por um qualquer país normalmente trás vantagens económicas e culturais, ao mesmo tempo que obriga a muito investimento na construção, modificação e adaptação de recintos desportivos.

         Essa obrigação deve-se à grande quantidade de atletas e países que participam. Tem também que fazer uma grande organização logística que é o mesmo que dizer, arranjar meios de recepção e acolhimento das organizações participantes de cada país. Normalmente esses locais de acolhimento são chamados de Cidade Olímpica, como foi visto nestes últimos Jogos Olímpicos ocorridos na China.

         Dessa boa organização depende do bom funcionamento dos jogos. É uma forma do país organizador se projectar e mostrar a todo o mundo pois todos os jogos são transmitidos via televisão bem como o próprio país.

         Com todo esse movimento de pessoas e atletas para dentro do país organizador faz com que haja um grande aumento na economia desse país, bem como o enriquecimento cultural devido à grande variedade de países envolvidos.

         Desta forma é sempre de salutar a candidatura a grandes eventos desportivos e culturais. 

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Tuesday, December 9, 2008

Naufrágio

 

            Estava eu na praia, num dia em que não convidava nada para ir à água, pois o vento soprava forte e a ondulação além de ser muita era enorme.

            As ondas batiam na areia com tanta força que até metia medo. Mas eu estava ali, porque simplesmente resolvi ir até à praia, havia pouca gente na praia, pois o tempo não convidava nada.

            Eu estava sentada na areia, virada para o mar.

            Olhava para o horizonte a imaginar, como seria se eu tivesse num barco e aquelas ondas que batiam com força na praia, batessem com aquela intensidade no casco do barco, que sentiria eu?

            Estava eu nesses pensamentos quando avistei um barco não muito longe da praia, onde via pessoas a esbracejar.

            Pensei que estavam alegres e fechei o olhar no dito barco. Os movimentos, dos braços das pessoas que lá estavam começaram a ser mais intensos e isso chamou-me a atenção. Pensei que estavam em dificuldades. Mas que podia eu fazer? Olhei para um lado e para o outro, mas não vi nenhum nadador salvador. Que poderia eu fazer?

            Nisto veio uma onda enorme, levou o barco pelo ar, barco e pessoas desapareceram.

            Liguei para o 112, expliquei o que se passava, disse o local onde estava, e passados 15 minutos apareceu um helicóptero a sobrevoar a zona, conseguiu recuperar as pessoas, mas do barco não tinham sinais.

            Soube dias depois que entre os naufrágios, estava uma prima minha de quem eu gostava muito.

            A partir desse acontecimento ficamos ainda mais amigas.

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Saturday, December 6, 2008

Cesário Verde

Nascimento:

1855 - Lisboa

Morte:

1886

Época:

Realismo

País:

Portugal

 

José Joaquim Cesário Verde nasceu a 25 de Fevereiro de 1855.

Poeta português, natural de Caneças, Loures, oriundo de uma família burguesa abastada. O pai era lavrador e comerciante. Foi por essas duas actividades práticas, úteis, de acordo com a visão do mundo do próprio Cesário Verde, que se repartiu a vida do poeta. Paralelamente, ia alimentando o seu gosto pela leitura e pela criação literária, embora longe dos meios literários oficiais com que nunca se deu bem, o que o levou, por exemplo, a abandonar o Curso Superior de Letras da Faculdade de Letras de Lisboa, que frequentou entre 1873 e 1874. Cesário Verde estreou-se, nessa altura, colaborando nos jornais Diário de Notícias, Diário da Tarde, A Tribuna e Renascença. A partir de 1875 produziu alguns dos seus melhores poemas: «Num Bairro Moderno» (1877), «Em Petiz» (1878) e «O Sentimento dum Ocidental» (1880). Este último foi escrito por ocasião do terceiro centenário da morte de Camões e é, ainda hoje, um dos textos mais conhecidos do poeta, embora mal recebido pela crítica de então, numa incompreensão geral mesmo por parte de escritores da Geração de 70, de quem Cesário Verde esperaria aceitação para a sua poesia.
A falta de estímulo da crítica e um certo mal-estar relativamente ao meio literário, expressos, por exemplo, no poema «Contrariedades» (Março de 1876), fazem com que Cesário Verde deixe de publicar em jornais, surgindo apenas, em 1884, o poema «Nós». O binómio cidade-campo surge como tema principal neste longo poema narrativo autobiográfico, onde o poeta evoca a morte de uma irmã ( 1872) e de um irmão (1882), ambos de tuberculose, doença que viria a vitimar igualmente o poeta, apesar das várias tentativas de convalescença numa quinta no Lumiar. Só em 1887 foi organizada, postumamente, por iniciativa do seu amigo Silva Pinto, uma compilação dos seus poemas, a que deu o nome de O Livro de Cesário Verde (à disposição do público em geral apenas em 1901). Dividida em duas secções, Crise Romanesca e Naturais, o livro não seguiu qualquer critério cronológico de elaboração ou de publicação. Entretanto, novas edições vieram acrescentar alguns textos à obra conhecida do poeta e organizá-la segundo critérios mais rigorosos.
Formado dentro dos moldes do realismo e do parnasianismo literários, Cesário Verde afirmou-se sobretudo pela sua oposição ao lirismo tradicional. Em poemas por vezes cínicos ou humorísticos (na linha de A Folha, de João Penha, ou de Baudelaire, de que se reconhece a influência sobretudo no tratamento da temática da cidade, do amor e da mulher) conseguiu manter-se alheio ao peso da «literatura», procurando um tom natural que valorizasse a linguagem do concreto e do coloquial, por vezes até com cariz técnico, marcando um desejo de autenticidade e um amor pelo real, que fez com que a sua poesia enfrentasse, por vezes, a acusação de prosaísmo. Com uma visão extremamente plástica do mundo, deteve-se em deambulações pela cidade ou pelo campo transmitindo o que aí era oferecido aos sentidos, em cores, formas e sons, de acordo com a fórmula do próprio poeta, expressa em carta ao seu amigo Silva Pinto: «A mim o que me rodeia é o que me preocupa». Se, por um lado, exaltava os valores viris e vigorosos, saudáveis, da vida do campo e dos seus trabalhadores, sem visões bucólicas, detinha-se, por outro, na cidade, na sedução dos movimentos humanos, da sua vibração, solidarizando-se com as vítimas de injustiças sociais e integrando na sua poesia, por vezes, um desejo de evasão. Conhecido como o poeta da cidade de Lisboa, foi igualmente o poeta da Natureza anti-literária, numa antecipação de Fernando Pessoa/Alberto Caeiro, que considerava Cesário um dos vultos fundamentais da nossa história literária.
Através de processos impressionistas, de grande sugestividade levou a cabo uma renovação ímpar, no século XIX, da estilística poética portuguesa, abrindo caminho ao modernismo e influenciando decisivamente poetas posteriores.
Tentando curar-se da tuberculose, sem sucesso; vem a falecer no dia 19 de Julho de 1886. No ano seguinte Silva Pinto organiza O Livro de Cesário Verde (disponível ao público em 1901), compilação de sua poesia.

 

 

 

 

 

 

 

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Tuesday, October 14, 2008

Os teus pés

Quando não posso contemplar teu rosto

Contemplo teus pés.

 

Teus pés de osso arqueado,

Teus pequenos pés duros.

 

Eu sei que te sustentam

E que teu doce peso

Sobre eles se ergue.

 

Tua cintura e teus seios,

A duplicada púrpura

Dos teus mamilos,

A caixa dos teus olhos

Que há pouco levantaram voo,

A larga boca de fruta,

Tua rubra cabeleira,

Pequena torre minha.

 

Mas se amo os teus pés

É só porque andaram

Sobre a terra e sobre

O vento e sobre a água,

Até me encontrarem.

 


 

Posted by Sandra at 20:33:59 | Permalink | Comments (2)

O Amor

 

O que tens, o que temos,

Que se passa connosco?

Ai, o nosso amor é uma corda dura

Que nos amarra, ferindo-nos,

E, se tentamos

Livrar-nos da ferida,

Separar-nos,

Dá outro nó e condena-nos

A viver sangrando, a queimar-nos juntos.

 

O que tens? Contemplo-te

E nada encontro em ti senão dois olhos

Iguais a todos os olhos, uma boca

Perdida entre mil bocas que beijei, mais formosas,

Um corpo igual aos que resvalaram

Sob o meu corpo sem deixar memória.

 

Tu caminhas vazio pelo mundo

Como uma jarra cor de trigo,

Sem ar, sem som, sem substância.

Em ti procurei em vão

Fundura para os meus braços

Que sem cessar escavam sob a terra:

Sob a tua pele, sob os teus olhos

Nada,

Sob o teu duplo peito levantado

Apenas

Uma corrente de ordem cristalina

Que não sabe por que corre a cantar.

Porquê, porquê, porquê,

Meu amor, porquê?

 

 

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Thursday, May 15, 2008

Quando eu sonhava

 

Quando eu sonhava, era assim,
Que nos meus sonhos a via;
E era assim que o fugia
Apenas eu despertava,
Essa imagem fugidia
Que nunca pude alcançar.

 

Agora, que estou desperto,
Agora o vejo fixar…
Para quê? – Quando era vaga,
Uma ideia, um pensamento,
Um raio de estrela incerto
No imenso firmamento,
Uma quimera, um vão sonho,
Prazer não sabia o que era,
Mas dor, não na conhecia…

 

 

Almeida Garrett
Grandes Obras

 

 

 

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